AT - Acompanhamento Terapêutico
É um trabalho lindo! Exaustivo? Sim. Mas as contribuições às pessoas que necessitam desse tratamento não tem preço! Vejo conquistas emocionantes que faz valer a pena cada hora trabalhada.
Sou comunicadora quando dou entrevistas, psicoterapeuta quando estou no consultório e AT quando trabalho in loco - isso é um pouco do meu trabalho...
Para explicar...
O AT dedica-se ao cuidado de pessoas cujo sofrimento, agudo ou crônico, justifique intervenções em suas atividades cotidianas nos espaços públicos e privados.
Alguns exemplos de sintomas e afecções que constrangem o sujeito em suas relações sociais são: depressão, fobia, síndrome de pânico, distúrbio bipolar, distúrbios de aprendizagem, transtornos alimentares, toxicomanias, alcoolismo, crises de ansiedade, crises psicóticas, doenças terminais ou degenerativas, perdas cognitivas e neurológicas.
O AT é dispositivo clínico que contribui para evitar recidiva de crises e isolamento social. Em algumas circunstâncias, apresenta-se como alternativa a internações psiquiátricas.
Há casos em que mais de um profissional se ocupa do mesmo paciente. É o que chamamos equipe multidisciplinar. Não necessariamente atendem na/por mesma instituição, podem atuar no consultório particular. Equipe multidisciplinar - o mais comum é a reunião de médicos/psiquiatras, psicanalistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicopedagogos, enfermeiros e acompanhantes terapêuticos ou qualquer combinação de profissionais de saúde.
Atuo como acompanhante terapêutico capaz de trabalhar em parceria com tal rede, de forma a facilitar o diálogo e o entendimento entre o sujeito acompanhado, a família e a equipe de profissionais.
A prática do AT visa construir a possibilidade do acompanhado se incluir nos diferentes discursos da cidade, como se fosse uma clínica itinerante...
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